Manaus surgiu aos redores de uma fortaleza feito de barro e pedras, sem fosso em pleno século XVII. Criado pelos portugueses no ano de 1669, o Forte São José da Barra do Rio Negro, servia principalmente para combater as tropas dos inimigos lusitanos quando a região amazônica se tornou alvo de interesses de holandeses, ingleses, franceses, irlandeses, o que também garantiu aos portugueses explorar a região e garantir seu domínio na Amazônia. E foi em torno deste Forte que se desenvolveu o arraial denominado Lugar da Barra, dando origem anos mais tarde a cidade de Manaus. Em meados de 1755 tornou-se sede da Capitania (comarca) por conta de sua posição geográfica estratégica, a margem esquerda do Rio Negro.
Aproximadamente no ano de 1832 foi elevado de Capitania à Vila da Barra, e somente em 24 de outubro 1848, a Cidade da Barra de São José do Rio Negro. Existem relatos de que quando recebeu o título de cidade, o local era apenas um amontoado de área urbana com apenas uma praça, dezesseis ruas com quase 250 casas e cerca de três mil habitantes.
Posteriormente com a elevação do Amazonas de Comarca à categoria de Província autônoma, em 05 de setembro de 1850, onde separou-se definitivamente da Província do Grão-Pará a qual ainda era subordinada, a Cidade da Barra de São José do Rio Negro, passou a se chamar em 04 de setembro de 1856, Cidade de Manaos, sendo mais tarde substituído a vogal “o” pela vogal “u” ficando assim, definitivamente o nome Manaus. A origem do nome vem da tribo indígena dos Manáos, que significa “Mãe dos deuses”. Eles, os Manáos, Barés, Baniwa e Passés, habitavam numerosamente esta região bem antes das chegadas dos colonizadores, mas que logo foram dizimadas e por fim extintas por consequência do grande massacre feito contra os índios durante a colonização portuguesa na região amazônica. Pois a maioria dos índios entravam constantemente em conflito com os habitantes do Forte, justamente por negarem-se a serem dominados e servirem de mão-de-obra escrava aos colonizadores.