Alunos da UEA desenvolvem atividades no Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza

Alunos da UEA desenvolvem atividades no Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza Eder Ribeiro 6 de julho de 2017 Amazonas , NOTÍCIAS Deixe seu comentário Compartilhe tweet Fotos: Lucas Vítor Sena/SEC No espaço mantido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, estudantes conhecem o cotidiano de um arqueólogo profissional.

O trabalho de um arqueólogo é estudar os povos pré-históricos a partir dos vestígios deixados por estes.

Para conhecer mais a fundo o cotidiano dos profissionais da área, 34 alunos do curso de Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Manaus e de Manacapuru estão realizando uma imersão no Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza , mantido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura .

Com duração de uma semana, a se encerrar nesta sexta-feira (7), a imersão faz parte das atividades da disciplina de Estágio Supervisionado. Durante os trabalhos, os alunos são divididos em dois grandes grupos, alternados entre as turmas dos dois municípios. Sob orientação da professora MSc. Antônia Barbosa, da UEA, e da arqueóloga Dra.

Tatiana Pedrosa, gerente do Laboratório, os alunos estão realizando trabalhos de curadoria de fragmentos encontrados em dois sítios arqueológicos localizados na Rodovia Manoel Urbano (AM-070): Miranda, no entroncamento da estrada para Paricatuba; e Capoeira dos Índios I e II, no quilômetro 54, próximo ao centro urbano do município de Manacapuru. “O objetivo desta disciplina é inserir o aluno no mercado de trabalho, além de colocar em prática o que foi estudado na sala de aula.

Eles fizeram as escavações nesses sítios em janeiro do ano passado, e agora o trabalho deles é catalogar todos os fragmentos recolhidos. Nossa intenção foi trazê-los ao laboratório para que eles tenham noção do outro lado do trabalho do arqueólogo, que é o trabalho de gabinete”, explica a professora Antônia.

Fragmentos Mais de 5 mil fragmentos de cerâmica fazem parte do acervo de peças encontradas nos locais, entre objetos e apliques com formas antropomórficas e zoomórficas, além de uma urna funerária e três vasilhas, todas ainda aguardando a curadoria e identificação necessária.

Para os alunos, estar no laboratório é uma sensação ímpar. “Passamos duas semanas no campo fazendo as escavações, depois de uma primeira equipe já ter feito o diagnóstico do local.

Como era o primeiro contato, não sabíamos muita coisa da prática da arqueologia, e foi no campo que pudemos entender como funciona uma escavação e como eu devo me portar naquele local.

Foi uma importante aquisição de conhecimento para todos nós”, afirma Washington Botelho, aluno da turma de Manacapuru. “Temos a fundamentação teórica, mas na prática desenvolvemos o que aprendemos na academia. Até brincávamos, dizendo que o campo era que definiria quem queria ser de fato um arqueólogo, porque é muito exaustivo.

Mas, no final, acaba sendo um trabalho extremamente prazeroso”, conta Clarindo Moreira, outro aluno de Manacapuru.

A arqueologia no Amazonas No Amazonas funcionam dois laboratórios da área: o Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza, este administrado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura.

Já na área acadêmica, apenas a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) oferece o curso de Arqueologia, nas unidades acadêmicas de Manaus e Manacapuru.

O Laboratório Alfredo Mendonça de Souza Implantado após os trabalhos de salvamento e pesquisa e intervenções de restauro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em 2002, o Laboratório se localiza no Palacete Provincial, e guarda a cultura material resgatada na Catedral, além de receber doações de artefatos em pedra e fragmentos cerâmicos.

O nome do laboratório homenageia o carioca Alfredo Mendonça de Souza, nascido na cidade do Rio de Janeiro, mas criado no Amazonas. Mendonça também é conhecido por ser o fundador do primeiro curso superior de Arqueologia do Brasil, na Faculdade Marechal Rondon, que também oferecia o curso de Museologia.

Com informações da assessoria Arqueologia Laboratório SEC UEA 2017-07-06 Eder Ribeiro