Exposição ‘Latitude Amazônica’ une cultura e ciência a partir deste sábado (2) Eder Ribeiro 31 de maio de 2018 ENTRETENIMENTO Deixe seu comentário Compartilhe tweet A mostra terá entrada gratuita e ficará aberta ao público até o dia 26 de agosto.
Jair Jacqmont, artista plástico. (Foto: Michael Dantas / SEC) Explorando elementos como céu, nuvens e horizontes amazônicos, o artista plástico Jair Jacqmont lançará, neste sábado (02/06), às 10h, a exposição “Latitude Amazônica” , no Paiol da Cultura, localizado no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A exposição é apresentada pelo projeto Lab Verde, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), e Inpa.
Sob curadoria de Lilian Fraiji, “Latitude Amazônica” une cultura e ciência através de uma pintura de 22,8 metros feita por Jair Jacqmont e fotografias da Torre Atto, um observatório de 325 metros, onde se estuda o movimento das nuvens e clima amazônico, localizada no município de São Sebastião do Uatumã.
Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente (5 de junho) , o artista cria uma pintura panorâmica imersiva em homenagem aos “rios voadores”, termo usado em alusão às nuvens.
De acordo com Jacqmont, o convite para participar da exposição surgiu durante a formulação da nova Pinacoteca do Amazonas, inaugurada 27 de março deste ano. “Conheci o LabVerde durante a renovação da Pinacoteca e a Lilian me convidou para participar do projeto.
É claro que aceitei, com muita felicidade”, comenta. “Estou representando, através da exposição, a paisagem da Amazônia. Entre os elementos existe uma divisão de água, a floresta e as nuvens. A arte plástica é uma interpretação da natureza e seu conceito científico”. Este trabalho é uma novidade na carreira de Jair Jacqmont.
Ao longo dos anos, o artista desenvolveu um trabalho conciso nas artes visuais, pesquisando novas técnicas de pintura e desenho, e consolidando uma linguagem particular baseada na plasticidade da Floresta Amazônica.
Sua produção se destaca pela vanguarda nas artes brasileiras com a construção de paisagens pictóricas formadas pelo domínio da perspectiva e da composição cromática. Lab Verde Criado em 2013, o programa é voltado a artistas, pesquisadores e público em geral, refletirem mais sobre a natureza, meio ambiente e paisagem amazônica.
Lilian Fraiji explica que o projeto é um democratizador de conhecimento. “Nós recebemos artistas do mundo inteiro para conhecer a floresta e, além disso, essas exposições têm uma linguagem simples e são uma forma de democratizar o conhecimento, inúmeros artistas já participaram.
É um projeto que tem muito conteúdo, que são de alguma forma um diálogo entre cultura e ciência”. Jair Jacqmont Com formação livre em Belas Artes pelo Parque Lage, Funarte e Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, e especialização em Restauração de Obras de Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Foi consagrado com inúmeros prêmios e menções em Salões de Artes Visuais de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Belo Horizonte, Brasília, Pará e Amazonas. Sua obra foi apresentada na Bienal de São Paulo e Bienal de Valparaíso no Chile.
Participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, com destaque para “Como vai você geração 80?”, “Panorama”, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e “10 Artistas Brasileiros”, do Centro de Cultura Latina em São Francisco, na Califórnia.
Radicado no Amazonas, foi um dos precursores do Clube da Madrugada na década de 60 e se dedicou ao ensino e pesquisa das artes em distintas instituições ao longo de cinquenta anos.
A exposição conta com entrada gratuita e ficará aberta ao público até o dia 26 de agosto, de terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 16h30; sábados, domingos e feriados de 9h até 16h30. Serviço Inauguração da exposição ‘Latitude Amazônica’ Data/hora: Dia 2 de junho, sábado, às 10h Local: Paiol da Cultura, localizado no Bosque da Ciência do INPA (Av.
André Araújo, 2936, Petrópolis) Entrada: Gratuita Com informações da assessoria artista plástico Bosque da Ciência Exposição de artes Jair Jacqmont Latitude Amazônica 2018-05-31 Eder Ribeiro