Inpa e Ufam revelam espécie de boto-vermelho híbrido na Amazônia

Pesquisadores do Inpa e da Ufam identificaram uma população de botos-vermelhos híbridos na Amazônia. O estudo foca na região do rio Madeira, que banha os estados de Rondônia e Amazonas. A descoberta científica revela a mistura genética entre as espécies Inia boliviensis e Inia geoffrensis após análises laboratoriais detalhadas.

Descoberta genética no Rio Madeira

A pesquisa identificou híbridos. Cientistas utilizaram marcadores de DNA nuclear para definir a herança paterna dos animais encontrados. Os pesquisadores observaram que as corredeiras do rio não funcionavam como uma barreira completa entre as espécies, de modo que o cruzamento entre elas ocorria naturalmente.

O estudo envolveu especialistas. A equipe contou com o apoio da Associação Amigos do Peixe-boi e de diversas agências de fomento internacionais. Os resultados foram publicados na revista britânica Biological Journal of the Linnean Society em 2018.

Localização e conservação

Os botos habitam o Baixo Madeira. A população foi detectada próxima ao município de Borba, no Amazonas, enquanto outros indivíduos ocupavam áreas perto de Porto Velho. Essa localização é estratégica para a biodiversidade brasileira.

As barragens trazem riscos. A construção de represagens na região pode alterar o habitat original porque o alagamento das corredeiras ameaça a sobrevivência dessa população isolada.

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Perguntas frequentes

Onde os botos-vermelhos híbridos foram encontrados?
Eles foram localizados na região do rio Madeira. A área abrange partes de Rondônia e do Amazonas, incluindo proximidades de Borba.
Quais instituições participaram da pesquisa?
O estudo foi realizado pelo Inpa e pela Ufam. Houve colaboração da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa).
Qual o nome científico das espécies envolvidas?
As espécies são Inia boliviensis e Inia geoffrensis. A mistura genética entre elas resultou nos animais híbridos.
Por que a descoberta é importante para o Brasil?
O país abriga o maior número de golfinhos fluviais do mundo. Conhecer essas espécies ajuda a criar novas estratégias de conservação.

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